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terça-feira, 13 de outubro de 2009

DICAS DE SAÚDE

CORPOS ESTRANHOS

Segundo as estatísticas, as crianças sofrem os mais diversos tipos de acidentes com a aspiração e ingestão de corpos estranhos.

Mas, atenção!! Ao notar ou suspeitar que a criança, ou mesmo o adolescente sofreu este tipo de acidente, os mesmos não devem serem repreendidos de forma ignorante ou ameaçadora no momento do acidente, ou da suspeita de ocorrência do acidente; pois, eles podem omitirem a ocorrência de tais tipos de acidentes, caso já tenham acontecidos ou ainda venham a acontecer. O legal mesmo é uma conversa franca com os pequenos, sem as ameaças de que "vai ter que ir no médico cortar para poder tirar". Conscientização aos pequenos através de uma conversa amiga e franca é o melhor meio de prevenção a estes tipos de acidente; além dos cuidados que os adultos devem ter para evitar a ocorrência dos acidentes, em sua maioria causados pelos descuidos dos próprios adultos - pais, irmãos e parentes.

CRIANÇAS: ALTO RISCO DE ACIDENTES COM MOEDAS, SEMENTES, GRÃOS E OUTROS OBJETOS PEQUENOS.

As moedas são os principais agentes envolvidos em acidentes por corpo estranho entre menores de 15 anos. Grãos e sementes, bolinhas, botões e tampas de medicamentos e produtos de limpeza e peças de brinquedos são outros exemplos de objetos envolvidos nesses acidentes. Em 94% dos casos, os acidentes foram provocados pela penetração de corpo estranho no olho, nariz ou ouvidos.

Moedas, botões e brinquedos podem ser menos inofensivos do que se imagina

(Fernanda Marques, Agência Fiocruz de Notícias)

O adulto chega em casa e esvazia os bolsos, deixando as moedas sobre um móvel. A cena – comum em muitos lares – parece inofensiva, mas não é: as moedas são os principais agentes envolvidos em acidentes por corpo estranho entre menores de 15 anos. Este é um dos resultados de uma pesquisa feita em Londrina que analisou os 434 acidentes por corpo estranho nessa faixa etária registrados no município ao longo de um ano. As moedas foram responsáveis por 11,5% dos casos, seguidas pelos grãos e sementes (7,4%), pelas bolinhas, botões e tampas de medicamentos e produtos de limpeza (7,4%), e pelas peças de brinquedos (6,9%). Bijuterias, alimentos, esponjas, cola, parafusos, cotonetes, palitos e canetas são outros exemplos de objetos envolvidos nesses acidentes, segundo artigo recém-publicado na revista Cadernos de Saúde Púbica da Fiocruz.

Vários objetos do cotidiano passam despercebidos pelo adulto, mas são atrativos para as crianças.

Assinado pelas pesquisadoras Christine Martins e Selma de Andrade, da Universidade Estadual de Londrina, o trabalho também ressalta que os registros sobre os acidentes precisam ser aperfeiçoados, pois uma quantidade considerável desses apontamentos não especificava o agente envolvido na ocorrência. “Conhecer os agentes responsáveis pelos acidentes com corpo estranho permite agir diretamente sobre eles, retirando-os do ambiente da criança e evitando, assim, ferimentos e lesões desnecessárias”, dizem as autoras no artigo. Elas destacam, ainda, que a pesquisa se refere apenas às ocorrências formalmente registradas, ou seja, o problema é maior do que se imagina, pois muitas crianças que se acidentam recebem cuidados caseiros e não são levadas a um serviço de emergência.

Outro resultado do estudo mostra que 94% dos acidentes foram provocados pela penetração de corpo estranho no olho, nariz ou ouvidos. A grande maioria das vítimas (95,6%) foi atendida exclusivamente em pronto-socorro e 3,7% dos casos necessitaram de internação. “Diante da alta proporção de atendimento de pronto-socorro, é importante ressaltar que grande parte dos atendimentos neste nível de atenção poderia ser evitada por meio da adoção de medidas preventivas efetivas, reduzindo os gastos hospitalares com esses eventos e as situações de estresse vividas pela criança e sua família”, afirmam as pesquisadoras.

A faixa etária de 1 a 3 anos concentrou o maior número de ocorrências (46,3%), o que pode estar relacionado às características do desenvolvimento neuropsicomotor das crianças nessa idade. Tais características, segundo as autoras, incluem a imaturidade, a inexperiência, a incapacidade de prever e evitar situações de perigo e, é claro, a curiosidade. “Vários objetos do cotidiano passam despercebidos pelo adulto, mas são atrativos para as crianças. Na fase de exploração e descoberta do corpo, a criança introduz esses objetos no nariz, nos ouvidos e na boca”, explicam.

No estudo de Londrina, as meninas se acidentaram menos do que os meninos, resultado que poderia ser justificado por uma tendência cultural de maior vigilância sobre o sexo feminino. Contudo, as autoras lembram que a simples presença de um adulto não impede que os acidentes infantis ocorram. Outros pesquisadores já verificaram que mais da metade das crianças se acidentava na presença dos pais ou da professora. Por isso, recomenda-se não só que os adultos acompanhem as crianças com mais atenção, mas também que eles recebam informação sobre os riscos existentes no ambiente doméstico e sobre as etapas do desenvolvimento infantil.

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Mantenha fora do alcance de crianças. Este aviso - normalmente expresso em frascos de remédios, perfumes e outros objetos pequenos e afins - serve para alertar os pais sobre os perigos da ingestão acidental desses produtos pelas crianças.

No entanto, nem todo o cuidado e zelo dos pais são capazes de evitar que crianças pequenas acabem se acidentando, ingerindo produtos ou até mesmo engolindo corpos estranhos.

Grande parcela das consultas efetuadas nos serviços de emergência com o especialista em Otorrinolaringologia apresenta como queixa principal a presença de corpos estranhos no ouvido e no nariz - na maioria das vezes envolvendo crianças. Um dos motivos para que a maior incidência ocorra em crianças é o fator da curiosidade, além da tentativa de explorar o próprio corpo. Isso faz com que elas acabem inserindo pequenos objetos em orifícios como o nariz, por exemplo.

A presença de corpos estranhos no organismo costuma apresentar alguns sinais característicos, como dor torácica, tosse, dispnéia, chiado ou estridor. Em casos mais graves, particularmente da ingestão de objetos grandes ou pontiagudos, pode haver dor intensa, vômitos, saliva avermelhada com sangue e impossibilidade de se alimentar.

O médico otorrinolaringologista Marco Antonio Rezende, 40, alerta que esses incidentes envolvem, em sua maioria, alimentos, sementes, grãos secos, brinquedos pequenos, pedaços de lápis e papel, borrachas, algodão e espuma, entre outros. "Tenho observado que essas situações ocorrem também por algum desconforto nasal ou otológico como rinites. A criança tanto pode querer coçar o nariz ou o ouvido e por isso acaba querendo cutucá-lo. Às vezes, por se sentir incomodada, ela acaba mexendo com mais freqüência.", afirma ele.

Os médicos alertam para que os pais fiquem especialmente atentos se tiverem filhos na faixa etária entre 1 a 5 anos de idade, fase em que mais ocorrem problemas desse tipo. "Nesse sentido, o pediatra exerce um papel fundamental durante as consultas de rotina e pode ajudar muito.", lembra.

Maioria dos casos acontece com pais por perto.
Ao contrário do que se pensa, em muitos casos, os pais estão junto com as crianças quando os acidentes acontecem. Segundo os médicos, 75% dos casos ocorrem dessa maneira. Para isso, basta uma distração de poucos segundos.

A advogada Sonia Maria Vieira Souza Ferreira, 43, integra a lista de pais que passaram pelo sufoco de ver o filho se acidentar quando eles estavam por perto. Ela levou um susto quando o filho Diego, então com apenas nove meses de idade, se machucou com uma haste de algodão. Ela conta que estava trocando o menino, quando ele viu a caixinha e resolveu brincar com um das hastes. Sonia diz que, quando percebeu e foi tirar da mão do filho, o menino engatinhou e acabou deitando justamente no lado em que estava o objeto. "Naquele momento ele gritou e o sangue começou a escorrer. Fomos ao hospital e o médico nos encaminhou para o otorrinolaringologista. Graças a Deus não chegou a perfurar o tímpano. Desde então nunca mais comprei esses tipo de coisa", lembra Sonia.

Outra pessoa que passou por algo parecido foi a dona de casa Neusa Moreira da Mata, 57. No caso dela, inclusive, a situação poderia ter sido pior. Ela conta que quando a filha Telma estava com dois anos de idade, ela acabou ingerindo tinta acrílica. "A casa estava em reforma e ela estava no quintal. Quando olhei pra ela, vi a boca toda azul. Na hora, eu dei bastante água para ela tirei o pouco de tinta que tinha dentro da boca. Como ela passou o dia bem eu não levei ao médico. Mas nesse dia percebi como era perigoso deixar uma criança sozinha, mesmo que por poucos segundos", relembra.

Manipulação anterior pode causar traumas
Os especialistas lembram que, no caso de acidentes, os pais não podem se desesperar e tentar tirar o objeto. O correto é procurar imediatamente um especialista, já que procedimentos incorretos podem acabar gerando complicações.

Novamente é otorrinolaringologista Marco Antonio Rezende quem explica. "Casos como esses dependem de um procedimento profissional, como equipamento adequado. Como isso não ocorre em muitos serviços de pronto-socorro, ao invés de melhorar, a situação pode causar traumas psicológicos nas crianças levando à necessidade de uma anestesia geral, um processo que pode ser doloroso". E lembra também que a criança passa a não colaborar, o que aumenta ainda mais os riscos. "Pode ocorrer uma perfuração da membrana timpânica, com prejuízo da função auditiva", exemplificou.

Segundo ele, em 2004, uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas identificou que 15% dos atendimentos feitos no hospital eram sobre casos de ingestão de corpos estranhos. "As pessoas estão se conscientizando de que devem procurar um especialista e agir por conta própria. Isso pode empurrar o objeto ainda mais para dentro", lembra Rezende.

Casos ocorrem mais em meninos
Os especialistas explicam que casos de ingestão acidental ocorrem um pouco mais em meninos do que em meninas, e quase sempre eles são menores de cinco anos.
Ainda, de acordo com eles, os ouvidos são os locais "prediletos" das crianças. E lá pode se encontrar desde espuma, feijão, bolinhas, pedrinhas, pedaços de papel e de algodão até fragmentos de brinquedos.

Moedas são os objetos mais comuns
As moedas são os corpos estranhos mais encontrados em crianças. Pelo seu formato arredondado, elas costumam apresentar complicações no esôfago apenas quando permanecem impactadas por mais que 24 horas.
Por ser opaca quando submetidas a raios-X, as moedas são de fácil localização quando radiografadas e permitem uma conduta mais correta. A recomendação é de que elas sejam seguidas por radiografias por até 24 horas. Se passarem para o estômago, devem ser feitas radiografias semanais durante 3 a 4 semanas para acompanhar a progressão do corpo estranho.

Já as moedas maiores tendem a se impactar no esôfago. Estudos mostram que, quando nesse local, elas tendem a ficar paradas e precisam de intervenção médica para serem retiradas.

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