ILHA SOLTEIRA - SP, É QUASE UM PARAISO!!

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Cidade Gaúcha - Noroeste do Estado do Paraná

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

08 DE OUTUBRO DIA DO NORDESTINO.


"O NORDESTINO É, ANTES DE TUDO, UM FORTE"
É COMO DISSE, E BEM DITO, EUCLIDES DA CUNHA!!


EU SOU PAULISTA DE NASCIMENTO; PORÉM, TENHO COMIGO INCUTIDO EM MINHAS FORMAÇÕES, QUE O BRASIL TEM COMO O SEU "ALICERCE E A COBERTURA FINAL DESTE NOSSO LAR NAÇÃO" A DETERMINAÇÃO DESTE POVO GUERREIRO, E IMPRESCINDÍVEL; PARA QUE O NOSSO PAÍS BRASIL PUDESSE EXISTIR!!

PARA JUSTIFICAR O MEU DITO ACIMA, ESCREVI UMA POESIA EM 1998; QUE ESTÁ AO FINAL DESTA POSTAGEM - NORDESTINO, DA NAÇÃO É O HOMEM PRIMEIRO.

A PRESENÇA LINDA E MARCANTE DO VAQUEIRO, É UMA ENTRE TANTAS SÍNTESES DO POVO NORDESTINO.


O Nordestino é originário das misturas de diversos povos: o branco, representado pelo colonizador português, os invasores estrangeiros e imigrantes diversos; o índio, povo nativo da região, que faziam parte de diversas tribos; e o negro africano, trazido na condição de escravo para trabalhar nas lavouras canavieiras, na industrialização do açúcar, nas fazendas e nas mais diversas atividades braçais. Essa miscigenação fez surgir os mestiços, resultados da união de raças diferentes, dando origem a três variedades: o mulato (preto +branco), o caboclo (branco + índio) e o cafuzo (índio + preto).

O resultado da mistura de todos esses povos, aliados às características da terra, do clima e às condicionantes econômicas, acabou formando a população nordestina atual e conferindo a ela um sentido de luta e o desejo e a certeza de vencer.

Apesar, muitas vezes, das adversidades do tempo e da terra, o nordestino conserva os costumes, tradições e história, através do artesanato, artes plásticas, arquitetura, música e preservação dos seus monumentos históricos. É visível seu apego às tradições mais remotas e a um folclore belíssimo e bastante variado, de acordo com os contrastes existentes nos vários Estados da região Nordeste. Ele jamais esquece a terra onde nasceu. Às vezes, devido às adversidades do tempo ou a situações econômicas desfavoráveis, são obrigados a emigrar para outras regiões do país. Mas sempre que podem e as condições de vida mudam, voltam para os seus familiares e amigos e para a "terra querida".

Alguns tipos de pessoas são muito comuns no nordeste. Os mais conhecidos nacionalmente de acordo com as habilidades adquiridas são: os sertanejos, os vaqueiros, os repentistas e os jangadeiros.

O sertanejo é exemplo de bravura e possui uma das mais expressivas culturas artesanais do país. Está sempre preocupado com a seca, uma vez que, com maior ou menor intensidade, ela sempre ocorre. É conhecido como trabalhador, amigo sincero e leal, respeitador, mas é também um homem destemido, que "não leva desaforo prá casa". É conhecido como "cabra macho" e é a representação imediata da coragem, força e resistência. Sua valentia é contada em prosa e verso.

Os vaqueiros são trabalhadores que, montados em seu cavalo, cuidam do gado. Para protegerem-se dos arbustos e espinhos da vegetação local usam uma vestimenta característica: chapéu de couro, gibão de couro curtido, calças-perneiras justas e luvas.

Os violeiros ou repentistas são cantadores de viola que têm muita habilidade para compor versos de improviso. São muito respeitados e admirados em todo o Estado. Algumas de suas cantorias são verdadeiras obras primas de nossa literatura.

Os Jangadeiros são trabalhadores típicos do litoral. Passam a maior parte do tempo em alto mar à procura do peixe, que serve de alimento para a família e é afonte de renda para o seu sustento. Geralmente moram em casas simples, construídas perto da praia.

Mas o nordeste também é povoado de outras pessoas típicas, como as rendeiras, os agricultores, os "coronéis" (em extinção), os beatos, os retirantes, os matutos, os canavieiros, etc . São ainda nordestinas algumas figuras das mais expressivas tais como Joaquim Nabuco, Rui Barbosa, Gilberto Freire, Manuel Bandeira, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, José de Alencar, Jorge Amado, Ariano Suassuna, Luiz da Câmara Cascudo, Luiz Gonzaga, Fagner, Zé Ramalho,C aetano Veloso, Elba Ramalho, Chico César, André Vidal de Negreiros, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida, Raquel de Queiroz, Celso Furtado, João Cabral de Melo Neto, Zé da Luz, Patativa do Assaré, Sivuca, Capiba, Jessier Quirino e muitos outros expoentes que enriquecem ou enriqueceram o cenário brasileiro e, até, internacional.

Enfim, "o nordestino é, antes de tudo, um forte", já dizia Euclides da Cunha. Mas faltou também dizer que é um povo resistente, que vence todo tipo de dificuldade, faz piadas e ri, muitas vezes, de sua própria desgraça, mas não se entrega. Também é mulherengo e não rejeita uma boa dose de cachaça. Continua compondo suas canções e tudo é motivo de festas. As oportunidades, aliás, não faltam. Festas quando as chuvas caem no sertão, trazendo fartura e prenúncio de dias melhores; festas nos rituais de cantorias nas safras; festas nas celebrações de noivado e casamentos nas roças; festas de padroeiras, etc. Até dia de eleição é motivo de festa.


FONTE:
http://culturanordestina.blogspot.com/2008/10/8-de-outubro-dia-do-nordestino.html


Nordestino, da Nação é o Homem primeiro.

Nordestino tem no sangue e no suor a doçura do caldo da cana,
Nordestino é lutador e tem fama;
Trabalha horas a fio,
Trabalhador sem igual,
Construiu o Brasil
E tem sede de justiça social.

É tratado com fama de ser arredio,
É que não bastasse a seca no nordeste
Cá no sul também faz frio.
Nordestino, da Nação é o Homem primeiro,
Tem orgulho de Virgulino – o Lampião cangaceiro;
De Antonio Conselheiro. Mestre Paulo Freire
E Padre Cícero do Juazeiro.

Quase sempre trazido pro sul é enganado, e até hoje,
No cabo da enxada, no corte da cana, na colher de pedreiro é explorado;
Na cadeia, como suspeito e simples cidadão é torturado.
Mas, nordestino também é mais decente,
Pela dor da saudade do seu povo, chora como gente.

Nordestino como Xangai e Geraldinho Azevedo, é cantador,
É Tom Cavalcanti, Renato “Didi” Aragão, e o Anísio do humor;
Canta verso e faz a prosa,
É Nobel e “Águia de Haia” como Rui Barbosa,
Nordestino espera a chuva e ora a São José,
É lindo como Patativa do Assaré,
E se o mundo tem Einsten como gênio,
O nordeste como gênio tem Tom Zé !
Nordestinos, Elomar e Vital Farias violeiros;
Mestre Vitalino, cidadão brasileiro;
É decente e verdadeiro !

Ochente! Arrepare não!!
Cá no sul na obra ele é peão.
O Brasil só tem a graça
Porque nordestino tem a raça,
Construiu quase tudo por aqui,
De Olinda ao Chuí.

O nordeste é berço de Januário o pai, e do filho Gonzagão, O neto Gonzaguinha, no Rio o bisneto Daniel!
Nordestino é Brasil Nação !
Povo heróico e retumbante, é forte !
Quando seca, a todo instante desafia a morte.
Nordestino, aqui tem de peão a doutor
E também sente dor,
Ele só quer ser tratado com amor.
Nordestino taá certo quando sente mágoa;
Quando seca, se não rumar para o sul pela vida;
No nordeste, anda léguas em busca de água.

Os nordestinos,
Óh Pátria amada,
Idolatrada,
Salvem, salvem !!


Ao Povo e a Nação dos Nordestinos. - 1998
Val Minillo.

Um comentário:

Lusa Vilar disse...

Muito obrigada por esta postagem. "Orgulho de ser nordestina", é slogan do grupo Walmart, uma multinacinal que comprou o antigo "Bompreço", aqui na capital do meu Estado de Pernambuco.

Relembrando o poema de Patativa do Assaré, um grande poeta cearense em "Cante lá que eu canto cá":

"Poeta, cantô da rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.

Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá.
Por favô não mexa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.

Você teve inducação,
Aprendeu muita ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça.
Não pode conhecer bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.

...

Repare que a minha vida
É diferente da sua.
A sua rima pulida
Nasceu no salão da rua.
Já eu sou bem diferente,
Meu verso é como a simente
Que nasce inriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte
Das obras da criação

...

"Cante lá Que eu canto cá - Filosofia de um trovador nordestino" - Patativa do Assaré.
Vale a pena ler de novo.

Um abraço.