ILHA SOLTEIRA - SP, É QUASE UM PARAISO!!

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OS MEUS JARDINS E QUINTAIS EM MINHA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA !! A Minha Amada, deitada eternamente em berço esplêndido; ao som do Rio Paraná e à luz deste céu profundo!! (Crédito da Foto: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=210844 )

Cidade Gaúcha - Noroeste do Estado do Paraná

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

QUE REFLEXÕES IRÃO FAZER OS ALUNOS QUE JÁ ESTUDARAM NESTA CONCEITUADA ESCOLA ?? . . .

PRÉ - ESCOLA MUNICIPAL PEQUENO PRÍNCIPE:
No evento da inauguração desta Escola, estiveram presentes os Três Poderes Públicos e também o Secretário de Estado da Educação - Maurício Requião, e centenas de pais, mães, lideranças e membros da população de nossa Cidade. Naquele momento, todos realizavam um sonho, o qual foi construído ao longo de muitos anos...  
Com muito orgulho, presteza e dedicação, ao longo dos anos, trabalhei em dezenas e dezenas de promoções para angariar recursos em prol desta nossa Escola.

Um dos dias mais felizes em minha vida nesta cidade, foi numa comemoração de sete de setembro - Dia da Independência do Brasil; poder desfilar pela Av. Comendador Gentil Geraldi, portando a Bandeira da Escola Pequeno Príncipe...



POR QUE AS COISAS TEM QUE SER ASSIM EM NOSSA CIDADE ?! ...

As duas árvores frutíferas, as mangueiras, eram patrimônios da Escola Pequeno Príncipe.  Desde 1996 esta Escola foi construída de forma planejada, e estas árvores foram cuidadosamente mantidas durante a construção desta Escola, porque eram necessárias e foram extremamentes úteis ao meio ambiente escolar e em especial às nossas crianças. 

Estou em orações... Muito triste... envergonhado, da forma como estão fazendo, demonstrando e imprimindo na consciência das nossas crianças já em sua infância, em seus primeiros anos escolares; as formas de terrorismo, de como é que se tratam as nossas árvores públicas.  O que estão fazendo com as nossas árvores, é exatamente a mesma coisa e os mesmos fatos, que as pessoas fizeram com o Cristo no passado:  SACRIFICARAM... 

Desafio alguém, quem quer que seja, me provar, que era necessário fazer o que fizeram com estas duas árvores. Ontem, atendi telefonemas de pessoas que chorando, me reclamavam sobre o corte destas duas ÁRVORES DO PORTÃO DE ENTRADA DESTE LAR ESCOLAR.

Ficam as perguntas  mais tristes:

O que é que está se passando na consciência de nossas crianças, que assistiram ao sacrifício e irão assistir a retirada dos restos das árvores; e que também já não irão ter a sombra destas árvores durante os recreios escolar ?!

O que é que irão pensar os alunos e alunas, que hoje já estão cursando o ensino médio, e que um dia já estudaram nesta Escola?! 

O que é que irão pensar todas as pessoas que já exerceram trabalhos e ofícios nesta Instituição;  pessoas que idealizaram esta Escola, que de forma tão sonhada, planejada, foi construída realizando o sonho de pais, mães, e de milhares de crianças em todos estes anos??

ESTÁ DIFÍCIL ENTENDER A ATITUDE DO SER HUMANO. AINDA MAIS, QUANDO ISSO ESTÁ SENDO PRATICADO EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO.  ... 

O QUE É NECESSÁRIO FAZER, PARA QUE ISSO ACABE?!  ...






" Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

" Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."

" Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante."

" É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência."

As frases acima são de Antoine de Saint-Exupéry - O Autor do Livro - O Pequeno Príncipe - O mesmo nome da nossa Pré - Escola Municipal.

O Pequeno Príncipe, foi também o primeiro livro que eu li ...
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Hoje, quarta-feira, 12 de maio de 2010 - às 07 horas e 20 minutos:
 
Na manhã deste dia, quando realizei este registro fotográfico; quatro alunos ao redor da árvore esquartejada, observavam a árvore e conversavam entre eles:

... - E agora, cortaram a árve?
- Ah!! Agora não tem mais manga!!
- É! Também a gente não vais escorregá, entortou tudo nosso ferro de escorregá...
- Ah... mais dá para escorregá no outro ferro!!
- Dá não, num cabe tudo nóis...

A conversa foi interrompida por uma funcionária, que chegou ao local e pediu aos alunos:


- Meninos, vamos para lá. Não pode ficar aqui, tá perigoso se machucar...


Neste momento, chegou um ônibus do transporte escolar de alunos; e alguém disse:

- Acabaram com tudo...


Outras alunas descendo do ônibus me disseram: 
-Ô Tio, porque cortaram o nosso pé de manga ?


Também neste momento, notei uma professora em frente ao portão olhando as árvores cortadas, engolindo um nó na garganta e os olhos molhados, esforçando-se para conter as lágrimas. Então eu disse a ela
- Mataram mais duas árvores...


Me afastei seguindo rumo ao meu trabalho, orando. Não foi possível orar nesta manhã. As palavras, os pensamentos não estavam em conexão com a minha Consciência, com a minha Essência, com a Minha Alma e com o Meu Espírito...


Durante a tarde os fatos do crime se consumaram. As árvores foram totalmente cortadas e exterminadas, estão mortas.





E ainda tem o prejuizo ocorrido nos corrimãos da entrada da Escola, para serem recuperados. Dinheiro público a ser jogado fora, a não ser que (Fica aqui a sugestão) peçam para fazerem os reparos de forma como doação e colaboração para com a Escola... pois, dinheiro público, provido pelos cofres da Município, ou angariado em promoções e doações; tornam-se também públicos, quando, são incorporados ao patrimônio escolar.

Ainda mais do que eu, a própria comunidade e os poderes públicos constituídos aguardam a apuração dos fatos. A Promotoria de Justiça Notificou a Prefeitura Municipal sobre os crimes ambientais ocorridos em noss cidade, relacionados aos cortes, e ao envenenamento de árvores. A Prefeitura oficiou e solicitou à Delegacia de Polícia a apuração dos fatos, e consequentemente foi iniciado Inquérito Policial. Na tarde de hoje - 12 de maio, prestei os meus depoimentos sobre os fatos, perante o Delegado e o Escrivão de Polícia. Durante o meu depoimento, o Delegado de Polícia tentou expor, que, árvores dentro de "quintais" prédios públicos podem ser cortadas e não são necessárias autorizações. Eu expliquei a ele, que, essa afirmação NÃO PROCEDE; pois, os prédios públicos, e tudo o que neles há e os compõem, são bens públicos de usos comuns e coletivos. Prédios públicos não possuem quintais e sim pátios. Talvez a afirmação, de que, certas árvores não precisem de autorizações para serem cortadas, aplica-se para residências; porém, ainda, há que ser considerado a espécie de árvores a serem eliminadas.


É importante salientar, que, os crimes ambientais não prescrevem. Os crimes estão evidenciados, materializados; as provas são notórias e concretas. Cabe agora as devidas apurações necessárias, para as apreciações pela Justiça. A mim foi dito por parte da chefia do Poder Executivo - Prefeitura Municipal - que, após o recebimento da Notificação expedida pelo Ministério Público, na quinta-feira passada - dia 06 de maio - a Prefeitura proibiu o corte e podas de árvores no município, a não ser, A NÃO SER, que somente em casos de extrema emergência, serão autorizados os cortes e ou podas de árvores.


Estaremos acompanhando todas as fases.  A todos os cidadãos e cidadãs que queiram somarem-se contra estes crimes, serão todos muito bem vindos nesta causa.
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Quinta-feira, 13 de maio de 2010 - 17 horas e 15 minutos:

Estive na Escola Municipal Pequeno Príncipe, para um diálogo com a Diretora, a respeito dos fatos sobre o corte das árvores mangueiras.


Expliquei a ela, que em 12 de maio, protocolei um Requerimento na Secretaria Municipal de Educação para obter informações a respeito do corte das árvores. Perguntei a Diretora se há uma autorização formalizada para o corte das árvores. A Diretora disse que não possui autorização; mas foi autorizada de forma verbal; e que, há muito tempo já falou para a pessoa responsável que autoriza o corte de árvores; e também o Departamento de Educação estava ciente do corte das árvores, e que não há problemas em cortar árvores dentro de prédio público; e que também a escola tem um projeto ambiental para plantar bastante árvores; que as árvores cortadas ofereciam riscos, que já caiu galhos, que vai construir passarela na entrada da escola...


Expliquei a Diretora, que desde a semana passada a Promotoria de Justiça oficiou ao Prefeito Municipal sobre os fatos relacionados as árvores de nossa cidade; e que por telefonemas os representantes do Poder Executivo me explicaram, que desde a semana passada os cortes e as podas estão proibidos e suspensos; a não ser em caso de urgências. Expliquei também, que sem autorização, não é permitido cortar ou podar árvores mesmo em prédios públicos; bem como, em certos casos, é também proibido cortar árvores em interiores de propriedades residenciais; pois, estas determinações e disposições estão previstas em nosso Código de Posturas Municipal.


Perguntei se o projeto ambiental está formalizado e aprovado pela Secretaria de Educação e pelo Poder Executivo. A Diretora respondeu que não tem nada no papel, e que ainda está elaborando o projeto. Expliquei a ela, que, para construir a passarela, não seria necessário cortar as árvores; pois, a altura dos galhos ficariam bem acima do teto da cobertura das passarelas, e tenho os registros fotográficos que comprovam; considerando também, que o local possui inclinação, comprovando assim que a passarela ficaria bem abaixo das árvores.


Perguntei se o engenheiro civil da Prefeitura Municipal foi consultado a respeito da construção da passarela. A diretora expôs que não.   Ao final, tentei ainda explicar, que as autorizações para o corte de árvores não dependem só de decisões ditas de forma verbal; pois as árvores são públicas, possuem a sua história, já existiam aqui quando a escola foi contruída, e foram mantidas até esta semana. Expliquei também, que, o Prefeito após ter sido oficiado pelo representante do Ministério Público para providências quanto aos cuidados necessários para com as nossas árvores; o prefeito tomou as medidas exemplares e corretas, suspendendo o corte e podas de árvores. A Pedagoga, presente no momento do diálogo, interferiu, e expôs opinião dizendo que não concorda e não aprova a medida tomada pelo Promotor de Justiça; e que o mesmo deveria era ir cuidar melhor de outras coisas e não de árvores, e que o Promotor não tem que se preocupar com árvores. Expliquei a esta senhora que ela deve ter respeito com o Ministério Público; pois, é exemplar em tudo o que faz; e é dever também deste Órgão zelar pela proteção e defesa ao meio ambiente. A Pedagoga reafirmou, que, Promotor deve cuidar é de gente e não de árvores.


Ao final, sem concordarem com o meu ponto de vista, e com as minhas explicações; tanto a Diretora, quanto a Pedagoga disseram-me, que eu é que estou errado, e que o prefeito e o vice prefeito também estão errados; pois se eles proibiram o corte das árvores deveriam ter comunicado isso para a Secretária de Educação e ela deveria ter comunicado a nós; nós não temos culpa se não sabemos, e se ninguém nos avisou, se está ou não proibido cortar árvores. Eles todos estão errados. Não somos nós da escola que erramos. Vai e fala isso para eles. 


Ao final, expliquei para a Diretora e para a Pedagoga, que elas é quem deveriam dizer isso para a própria Secretária de Educação; e também, que elas precisam conhecer melhor as leis, procurem ao menos ler e entender o Código de Postura Municipal, ler onde está disposto sobre ás arborizações, sobre a flora; para compreenderem onde estão os erros e não começarem a impor a culpa em seus superiores hierárquicos. Creio e sei que nem o prefeito, nem o vice prefeito nem tampouco a secretária de educação não tem culpas sobre os fatos. Os índios não precisam de leis escritas; pois cumprem as regras em suas sociedades, conforme as suas tradições; nós os homens e mulheres escrevemos as leis, fixamos-as no papel, não cumprimos, e necessitamos da Justiça para nos regrar em nossa sociedade.    


A partir desse diálogo com a Diretora e com a Pedagoga, começo a entender as formas e atitudes antagônicas que motivaram o corte e o extermínio das mangueiras de nossa Pré - Escola...  

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Apenas em um mês, 28 árvores foram sacrificadas em nossa Cidade Gaúcha...

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